Publicado por: alaompe | 19/02/2011

“…Nos fizemos irmãos ao calor dos estudos.” (Santo Tomás de Aquino)

Estimado Professor Ronaldo!
 
É com grande alegria que venho através deste e-mail, externar a minha alegria por de alguma forma participar de sua vida. Antes de tudo uma saudação a sua esposa a Senhora Helena e suas filha dentre elas Fabíola que foi minha professora por um tempo.
Eu sou o Emanuel Rodrigues da Silva, o Seminarista que lhe visitou nestas últimas férias em que estive em Bezerros. Gostaria de lhe agradecer pelo livro que me presenteou e pela atenção dedicada a mim naquela tarde. Dessa forma me junto ao senhor e aos seus admiradores para lhe agradecer pela sua incansável missão de resgatar a história de nossa querida cidade. Gostaria de partilha com o senhor uma reflexão minha. Posso? Então lá vai…
 
Desde os tempos mais remotos os homens sentem a necessidade de se comunicar uns com os outros. Isso foi determinante para que as tribos e clãs pudessem sobreviver as mais variadas surpresas da vida, como esfriamentos polares, aquecimentos, caçadas bem sucedidas, mal sucedidas, uniões com outros bandos e assim por diante. Hoje se vamos a algumas regiões vemos a olho nú os vestígios dessa comunicação nas paredes rochosas das cavernas, uma tentativa de perpetuar na história os sinais de um tempo onde sobreviver era mais que uma obrigação era uma necessidade.
 
Olhando para essa inclinação do homem em deixar seus escritos nos perguntamos: e hoje há necessidade dessa escrita como forma de perpetuação na históra? A resposta é a mais lógica de todas: sim há! Todavia uma forma não apenas informativa ou descritiva, mas uma escrita que consiga nos jogar no mistério da existência humana, capaz de nos colocar diante do Mistério de Deus que envolve todo nosso ser.
Dessa forma escrevemos a história e ela nos escreve. É um movimento dialético onde eu e o tempo somos parceiros de uma aventura única em cada ser, isto é, viver. Aliados com o tempo entramos e saimos das encruzilhadas da vida, damos voltas e seguimos retas sempre na direção do escrever e re-escrever a nossa história.
 
Para mim, Caro Professor, seu trabalho como escritor transcende o real e o cotidiano, pois ele tem a capacidade de dizer de onde nós viemos, como somos e como traçar os passos futuros. Ele consegue nos tirar de nós mesmos e nos colocar diante do espelho da vida que mostra aquilo que realmente somos e não aquilo que gostariamos de ser. É triste missão do espelho! Apenas nos mostra o que somos. No entanto, que bonita missão do espelho! Mostar nossas (im)perfeições pois só tendo consciência de quem somos podemos mudar nossa existência.
 
Estimado professor! Não Pare de escrever! Não Pare de nos mostrar quem nós somos! Não deixe que a história encerre o horizonte de nossa existência sem olharmos para nós mesmos. Lembra quando falei do espelho? Falo do escritor ele é o espelho de uma sociedade. Ele tem a missão de  mostrar  a nós mesmos nossas misérias, mas também nossas virtudes. Não deixe de ser espelho, siga sua missão!
 
Com esta reflexão que brota do fundo do meu coração quero lhe homenagear pela sua epopéia! O significado é forte mesmo. Epopeía, como nos diz o dicionário (poema longo sobre assunto grandioso e heróico) é a forma que seu trabalho se encaixa no meu coração, mais que fatos a história de um povo. Mais que pessoas, sujeitos que construíram uma história. Que minha voz se una a voz daqueles que não querem que o resgate da vida, dos encontros e desencontros do povo bezerrense se perca no caminho. Que a luz e a coragem que Ronaldo Souto Maior encontrou em sua jornada para nos mostrar quem nós verdadeiramente somos também nos inspire a quebrar as correntes e sairmos da escuridão. Que a contribuição de Ronaldo Souto Maior, imortal da (ALAOMP) possa nos ajudar a marcarmos a nossa história com o lápis da fé e o papel da ousadia.
Parabens!
 
Com o carinho e a admiração de sempre:
Emanuel Rodrigues da Silva (Seminarista da Diocese de Caruaru, Formado em Filosofia pelo Instituto Salesiano de Filosofia – INSAF, aluno concluinte do Curso de Teologia pelo ITEC, INstituto de Teologia de Caruaru).
 

 

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